Recentemente, o Ministério da Agricultura Português lançou o projeto “Terra Futura”, uma iniciativa de dinamização do setor agrícola, enquadrado nos objetivos da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia.

Pensada para a década, a agenda de inovação para a agricultura 20/30 pretende nortear a estratégia e as políticas do setor, sempre em linha com as prioridades europeias e internacionais. No mesmo sentido, a agenda terá em vista a gestão de uma agricultura ainda mais sustentável, competitiva e inovadora, ligada ao território, próxima do consumidor e que caminhe de mãos dadas com a proteção da biodiversidade.


A iniciativa Terra Futura definiu cinco objetivos principais que pretende alcançar ao longo da próxima década:

• aumentar o número de operações agrícolas sustentáveis (mais de metade da área agrícola em regimes de produção sustentável reconhecidos)
• maior adesão à dieta mediterrânea (aumentar em 20%)
• aumento do número de jovens agricultores (instalar 80% dos novos jovens agricultores em territórios de baixa densidade)
• mais pesquisa e desenvolvimento (aumentar em 60% o investimento em investigação e desenvolvimento)
• aumentar o valor da produção agroalimentar (aumentar em 15% o valor da produção agroalimentar)

O ministério da agricultura pretende atingir os cinco objetivo através de quinze iniciativas, divididas em quatro categorias, esperando assim que o plano ajude a mitigar os impactos das alterações climáticas e aumentar as exportações agrícolas, incluindo o azeite.

Entre as formas de concretização da iniciativa, o ministério refere a utilização de subprodutos da produção de azeite; à semelhança do que está a acontecer em Espanha, Maria do Céu Antunes, ministra da agricultura em Portugal, referiu que os resíduos derivados da produção de azeite podem ser transformado em biomassa, uma forma de energia renovável, que pode ser usada para alimentar os lagares de azeite ou vendida para a matriz energética mais ampla.

A iniciativa prevê também a criação de 24 polos ou “redes de inovação”, que se espalharão por todo o país. De acordo com o ministério, um destes centros seria exclusivamente dedicado à promoção da dieta mediterrânea em Portugal.Um desses polos do Ministério da Agricultura estará localizado em Tavira, no Algarve, cidade responsável por representar a candidatura transnacional feita em 2013, que levou à classificação da Dieta Mediterrânea como Património Cultural Imaterial da UNESCO.